A Idade dos Milagres

Tílulo : A idade dos Milagres

Título original: The Age of Miracles

Autora: Karen Thompson Walker

Ano de publicação: 2012

País de origem : Estados Unidos

Tradução: Cristian Schwartz

Editora: Paralela – Companhia das Letras

À primeira vista A idade dos milagres parece ser um livro adolescente, por causa da capa (que é linda!) e por causa do título. Depois você vai notar que pode até ser um livro adolescente, mas em um contexto bem inusitado para esse tipo de categoria literária: afina, é a história de uma adolescente em uma situção catastrófica, algo como o início do fim do mundo.

O livro é uma narração de Júlia sobre a sua vida quando ela tinha apenas 11 anos. Logo no primeiro capítulo, ou melhor, na primeira cena, Júlia descobre que o mundo está mudando: a rotação da Terra está diminuindo, um processo denominado como desaceleração. As pessoas tomam posições diferentes em relação a isso, e a menina percebe isso dentro da sua própria família, pois, enquanto sua mãe se choca com a notícia, seu pai se mantém calmo e frio.

Imediatamente Júlia percebe que as coisas vão se alterando a sua volta. Sua melhor amiga se muda por motivos religiosos, várias crianças deixam de ir a escola e ela percebe que nada mais seria como antes. Logo se percebe que a menina é bastante tímida, instrospectiva e forte; Júlia encara todos os seus problemas sozinha.

Os dias então começam a ficar mais longos, com minutos a mais, depois horas a mais…até que começam a durar 48 horas, 50 horas e continuam a se prolongar. O governo decide continuar adotando o Horário do Relógio, ou seja, continua-se a viver o dia dentro de um limite de 24 horas. Devido a isso, Júlia começa a viver “dias” inteiros de sol e “dias” inteiros de escuridão. Além de lidar com os problemas normais de uma menina que começa a ficar adolescente, a crise do casamento dos pais, a perda de antigos amigos, as angústias do primeiro amor, Júlia passa a ter que se adaptar a uma série de mudanças que a Terra está sofrendo.

Pássaros caem mortos, baleiais encalham e logo se descobre que o campo magnético do planeta foi alterado. Ninguém sabe porque ocorreu a desaceleração, ninguém sabe como, ninguém sabe quando vai parar, se irá parar. E as pessoas simplesmente tem de continuar suas vidas. Sociedades alternativas começam a ser criadas, durante as madrugadas o sol brilha nas ruas, as pessoas começam a estocar comida, as plantas começam a morrer, algumas pessoas desenvolvem doenças…não se sabe mais nada sobre o futuro.

Em nenhum momento se espera que Júlia mude o mundo ou que as coisas simplesmente se resolvam, é uma situação sem volta. Apesar disso, o enredo não é nada previsível e não dá para saber como será o desfecho.

A única coisa que me incomodou no livro foi a idade de Júlia, que tem apenas 11 anos e já se encontra em um contexto adolescente, mas acho que as crianças de hoje crescem mais rápido do que na minha época rs. Apesar disso, senti que Júlia é real, uma menina que pode existir por aí, e que apesar de todos os desafios de um mundo alterado, tem vontade e esperanças de continuar vivendo.

O livro não tem ação alguma, e não esperem que mistérios sejam revelados, o livro é puramente sentimental e comovente. Recomendo para todos aqueles que gostem de um drama na medida certa e de um livro com profundidade, daquele tipo que depois que acabamos de ler, ainda continuamos pensando na história.

Este é o meu segundo post aqui no Livros de Fantasia (a primeira, sobre a série A Mediadora, da Meg Cabot, vocês podem ler aqui), agradeço pelo convite da Melissa de Sá e fico feliz de contribuir com a minha humilde resenha aqui no blog.

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