Especial Harry Potter: (Filme) Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte II

Resenha do último filme da série. O Especial Harry Potter chega ao fim na próxima quarta-feira, aniversário do Harry e da J.K. Rowling, então aguardem os temas dos próximos posts. *fazendo suspense* A experiência de reviver a série junto com as amigas do Por Essas Páginas está sendo incrível. O que vocês estão achando? A resenha da vez é da Karen Alvares (juro que não quis rimar rs).

E eis que chegamos ao último filme da série. Por tanto tempo aguardamos, mas ainda me lembro muito bem de como havia uma certa relutância no ar ao nos dirigirmos ao cinema naquele dia 15 de julho de 2011, um medo de fã de ver o fim na tela e perceber que a saga que tanto amamos realmente terminara de vez. Tá certo que os livros já tinham acabado há algum tempo, mas o término também dos filmes parecia um novo marco, um novo final e não havia nenhuma perspectiva de algo inédito depois disso. Ainda não sabíamos que existiria o Pottermore, mas mesmo assim, ele não é um novo livro, é material novo, mas não é uma história nova… Enfim, estou sendo dramática e sentimental, mas diz uma coisa, é possível não ser assim quando se fala de uma das histórias mais queridas de todos os tempos?

Assisti a esse filme duas vezes no cinema: a primeira, com o marido e a irmã, companheiros inseparáveis de jornada. A segunda em 3D, com os queridos amigos do fórum de Harry Potter – outros parceiros no amor pela série -, inclusive a Lucy, aqui do blog. Então, se você já leu nossas resenhas do Especial Harry Potter, embarque nessa viagem pelo último filme da franquia e, devo dizer, um dos melhores da série e realmente um final épico.

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Título: Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte II
Título Original: Harry Potter and the Deathly Hallows Part II
Direção: David Yates
Roteiro: Steve Kloves
País de Origem: Reino Unido
Duração: 130 minutos
Ano: 2011
Distribuidora: Warner Bros

É, concordamos que sinopses realmente não são o forte desse povo, né? Cruzes! Mas, tudo bem, a gente ignora de novo e prossegue com o filme.

Ah, e já vou avisando. Esse post é um prato cheio de spoilers. Muitos, milhares, imensos spoilers. Não viu o filme ainda? Não leu o livro? Em que planeta você vive?! Corre e vá assistir/ler/e tudo mais! E aí volta aqui para comentar com a gente!

A adaptação começa exatamente onde Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 terminou: o Chalé das Conchas e a morte (e todo mundo sempre chora aqui) de Dobby. Temos a linda epígrafe do túmulo dele: “Here lies Dobby, a free elf”.

E depois disso o filme já bota pra tocar o terror e não pára mais.

Sério, gente, esse filme é para deixar sem fôlego. Simplesmente não há cenas lentas e nenhum tipo de enrolação. Nada de dancinhas ou cenas inseridas para encher linguiça (apesar de haver sim cenas criadas apenas para o filme, mas incrivelmente, maravilhosamente, surpreendentemente, elas são boas e acrescentam!). Palmas para o Kloves que conseguiu não melar o roteiro, finalmente! E a torcida platéia vibra!

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Cena do Gringotes e do dragão? Perfeita! Tá certo que os tesouros quinquilharias da Bellatrix no cofre deveriam queimar geral, mas tudo bem, isso seria uma complicação desnecessária no momento. Helena Bonham Carter interpretando Hermione?! SIMPLESMENTE INCRÍVEL! (e, sim, eu preciso gritar isso) Gente, eu babo ovo mesmo na Helena. Ela fez as mesmas expressões da Emma e captou com perfeição todo o sentimento de negação/repulsa/desconforto da Hermione na pele de Bellatrix Lestrange. Ela é fantástica. Uma das escolhas mais acertadas de elenco em todos os filmes.

Ah, e o Rupert Grint de barba e vestido de Comensal da Morte ficou lindão de morrer. E ele dizendo algo como “pelo menos ainda temos o Bogrod” e pimba, o duende é queimado! Desculpa, gente, mas eu ri. #slytherinfeelings

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As cenas do Chalé das Conchas, do Grigotes e da fuga no dragão são (tirando o epílogo) basicamente as únicas cenas no filme que não são da batalha de Hogwarts. O resto é tudo isso. Achei justíssimo, afinal, temos vários e vários capítulos dos acontecimentos no castelo no livro e é coerente que tenhamos vários e vários minutos disso no filme. O que, claro, contribuiu para que as cenas ficassem mais bem trabalhadas e tivessem a atenção que mereciam: afinal de contas, pessoal, tudo nos trouxe a esse momento e tudo termina aqui.

Tenho que abrir um parêntesis e dizer o quanto eu adorei Aberforth Dumbledore. Ciarán Hinds foi incrível no papel. Fiquei bem contente porque gosto muito do Aberforth no livro – para mim ele totalmente chuta a bunda do main Dumbledore. Eu só gostaria que a discussão dele e do Harry se estendesse um pouco mais, mas tudo bem, não havia tempo.

E Neville! Ah, gente, o que é esse garoto maravilhoso? E o que é a atuação brilhante do Matthew Lewis? Dá vontade de abraçar. E quando ele fala “BOOOM?” e a McGonagall “BOOOM!”. Há! Fantástico! E ele tirando com a cara de zilhões de Comensais da Morte? E ele dizendo que sempre foi louco pela Luna?! Awnnn, eu sempre shipei Luna e Neville. E aconteceu no filme! Que lindo, que lindo! E ele enfrentando Voldemort e outros zilhões de comensais de novo?! E ele matando a Nagini?!

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Okey, tivemos minutos de tensão infinita no momento “quem vai matar Nagini”. Todo mundo com medo que fizessem a Hermione matá-la, não? Há! Eu sabia. Os fãs tremeram nas bases. Eu tremi na base. Foi tenso. Mas deu tudo certo no fim. Neville salvou o dia. =)

E eu vou ter mais ataques a partir de agora, preparem-se para…

TOCOU HEDWIG’S THEME QUANDO O HARRY VOLTOU PARA HOGWARTS! Ai, e eu sempre choro nessa parte. Sério, gente, que lindo, que delicado, que epic win de quem teve a brilhante ideia de tocar essa música nesse momento. Magnífico, nostálgico, sensível. Perfeito.

Harry e Ginny finalmente tiveram um momento mais Harry e Ginny quando se reencontraram, mas claro, foi pouco para eles, porque nunca deram atenção à Ginny na droga dos filmes. Mas foi legal ouvir o Ron resmungando que ela não tava nem aí pra ele e recebendo como resposta “ela tem vários irmãos mas só um Harry”.

E o Harry peitando o Snape no meio de todo mundo? E a batalha épica entre Snape e McGonagall? Demais! Demais! Demais! Dois dos melhores atores do elenco frente a frente. Delícia de assistir. Isso me lembra de…

Piertotum Locomotor e a diva Maggie Smith arrasando como sempre. Mas eu senti falta do Harry usando a Maldição Cruciatus para protegê-la. Senti mesmo. Gosto de quando o Harry fica doido da vida e faz o que é preciso. Gosto mesmo. Mas o Harry dos filmes, bem, ele simplesmente não é assim, né… *chuta pedrinhas*

E então eu chego em algo que todos comentaram e comentarão para sempre: o beijo entre Ron e Hermione. Já vou logo dizendo que prefiro muito mais o beijo do livro, com o F.A.L.E., os elfos domésticos, as presas de basilisco, Hermione tomando a atitude, Ron sendo maduro, Harry surtando “Hey, there’s a war going on here!”. No filme não foi bem assim. Na verdade, não foi nada assim.

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Não estou dizendo que foi ruim, pessoal, nada disso. Foi bonitinho, foi legal. Foi bacana acompanharmos Ron e Hermione na Câmara Secreta e os papéis invertidos: Ron dando as sacanas inteligentes, Hermione dizendo “Brilliant!”. Foi bonitinho eles se beijando, os dois sorrindo com sinceridade após a cena. E certamente foi muito legal ver, mais tarde, Ron dizendo “That’s my girlfriend, you numpties!”. Foi tudo muito legal. Mas não foi o beijo do livro. 

Sim, eu sou purista, ok? Sou mesmo. Eu queria o Harry na cena. Eu quero reclamar disso. E vamos prosseguir.

E aí temos Snape e o maravilhoso, incrivelmente brilhante e perfeito Alan Rickman. Desde o instante em que eu o ouvi dizendo “Mr. Potter, our new celebrity…” passando por “Turn to page three hundred and ninety four…”, eu sabia, sabia, que ele era o Snape perfeito. Eu nunca fui – nem nunca serei – fã do Snape. Eu nem gosto do cara, pessoal. Eu o detesto. Mas eu também o admiro. E idolatro Alan Rickman. Ele é o cara. Ele sabia o que fazer, como fazer e, ah, só a voz dele, ele é o Snape! E se alguém tinha alguma dúvida… Ouvi-lo dizendo “You have your mother’s eyes”… E todas as cenas da Penseira…

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Ah, as cenas da Penseira e do Snape…

(Ok, eu só preciso dizer que a margarida que a Lily conjura nessa cena é muito mal feita. Gráficos extremamente toscos e mal acabados. Prosseguindo.)

Ah, as cenas do Snape. O “Always”.  Ele chorando abraçado à Lily. Todas, todas as cenas da Penseira… Lindo demais. Eu posso ficar assistindo essa parte sem me cansar, porque, uau, ficou incrível.

(Mas eu sempre vou reclamar da droga da margarida mal acabada digitalmente.)

E aí nós temos o capítulo mais lindo, da floresta. E Sirius retorna, e Lupin está lá, e Lily e James. E inicialmente o Kloves tinha feito uma cagada (foi mal, gente, não há outra palavra que descreva isso) épica de colocar uma fala do James na boca do Sirius, mas depois de 91804827 milhões de reclamações dos fãs após um dos trailers, essa cena foi sensatamente refeita e a fala voltou para boca do pai do Harry. Aí sim a cena ficou linda.

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Não é que o Daniel finalmente conseguiu passar emoções? =)

Gostei da cena do Harry e do Dumbledore, ali, no limbo entre a vida e a morte. Ficou legal – apesar do Harry não estar nu, mas tudo bem, eu entendo. E depois disso temos a caminhada de Voldemort e seus comensais de volta à Hogwarts, com Hagrid trazendo Harry em seus braços, Neville sendo O CARA, Draco sendo abraçado pelo Voldemort (?)… Aliás, vocês sabiam que essa cena foi uma surpresa para Tom Felton? Ele caminhou até Ralph Finnes e o cara simplesmente o abraçou. Sério, eu também ficaria em choque. Ser abraçado por Voldemort? No mínimo bizarro. Mas caiu bem no filme, gostei da cena.

E aí temos uma das partes mais legais de todo o filme. Não vou nem comentar. Só quero que assistam o vídeo abaixo.

Êh hehe. Êh hehe. Êh hehe. Êh hehe. Êh hehe.

Voldemort sendo idiotamente divertido. Ralph Finnes sendo incrível. Aliás, repararam na gingada do cara enquanto dá a risadinha? Sério, eu posso assistir isso por horas. Sem cansar. HORAS, meu bem. Eu adoro o Ralph Finnes. E a maquiagem dele foi perfeita, senhor Oscar, certo? Então vocês foram bem idiotas por não darem o Oscar pra Harry Potter. Aliás vocês da academia foram idiotas todos esses anos porque como é possível que o Alan Rickman não tenha nem sido indicado?! Aff!

E aí nós temos Hogwarts pegando fogo pra valer. Harry e Voldemort lutando por todo o castelo, aquelas cenas de tensão de quem vai matar Nagini, batalhas e mais batalhas no castelo… Vou dizer de novo, eu gosto muito mais da batalha entre Harry e Voldemort no livro, com todo mundo olhando, os dois se encarando, Harry chamando-o de Tom (se bem que ele também faz isso no filme, mas em um abraço meio duvidoso). Mas aqui, nesse caso, é preferência mesmo, porque a batalha do livro não funcionaria no filme. A batalha do filme tem muito mais ação e efeitos e gente caindo do telhado da escola (e apesar do abraço ser duvidoso, eu gostei e MUITO de como o rosto de Harry e Voldemort se confundem na queda). E teve “Not my daughter you bitch!”. Demaaaaaaaaaaaais! Eu só não entendi porque todo mundo do mal que morre vira papel picado até que eu vi o filme em 3D. Em 3D o papel picado faz sentido e eu até tentei pegar um pedacinho do Voldemort que estava voando na minha cara, mas, fora isso, o papel picado não faz sentido, pessoal.

harry versus voldemort

Chegando ao final, Harry finalmente toma posse da Varinha das Varinhas. E o que ele faz? Ah, gente, desculpa, eu preciso falar. Ele. Quebra. A. Droga. Da. Varinha. Ele quebra a droga da varinha! Não, meu bem, você não faz isso. Você vai lá, conserta a SUA varinha , aquela da pena da cauda da fênix, aí então você guarda a Varinha das Varinhas, diz que já teve aventura para uma vida inteira e é isso aí. Sério, gente, a Varinha das Varinhas pode ser quebrada assim facinho? Sério? E eu tinha que encontrar algo para reclamar em um filme que é 98% perfeito. Fã tem que reclamar. É da nossa natureza.

E o epílogo! O mais legal, para mim, foi que eles atenderam às reclamações dos fãs (viu, gente, como é importante fã reclamar) e fizeram Harry, Ron, Hermione, Ginny e Draco parecerem adultos e não idosos. Porque nas primeiras imagens… POUTZ, parecia o epílogo da terceira idade. Mas a Warner foi legal e refez. Parabéns e obrigada por finalmente ouvir a gente!

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Certo, pessoal, eu acho que falei o filme todo para vocês. Mas vocês não se importam, não é? (assim espero… O_o) É que, sabe como é, esse especial é mais nostalgia do que resenhas, mais amor que obrigação. Nós nos deliciamos aqui tagarelando sobre a nossa série favorita. E esperamos que vocês também estejam se divertindo conosco.

Mas, olha, o especial ainda não acabou! Na próxima sexta começa a Semana Especial Harry Potter. Fiquem ligados!

Ah, e antes de terminar, preciso dizer só mais uma coisinha: ganha um doce quem assistiu o vídeo inteiro! 

Êh he he!

Resenha originalmente publicada em: http://poressaspaginas.com/adaptacao-harry-potter-e-as-reliquias-da-morte-parte-2

Melissa é escritora, blogueira e fica hiperativa com açúcar. Tem contos publicados em antologias das editoras Draco, Buriti e Cata-vento além de trabalhos independentes na Amazon. É autora do livro infantil A Última Tourada.

http://mundomel.com.br

 

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