Especial Harry Potter: Games

Mais Especial Harry Potter, uma associação do Por Essas Páginas com o Livros de Fantasia. Post da Karen e da Lany.

hp_legoComo aficionadas que somos por games, Lany e eu, Karen, resolvemos falar dos jogos de Harry Potter no nosso especial. E aí vocês perguntam: mas como assim, resenha de games? Aqui é um blog literário! Mas, gente, são os games de uma das melhores séries de todos os tempos! Então, sim, nós lemos, assistimos aos filmes e… jogamos!

Então apanhem seus joysticks, apertem START e comecem essa jornada mágica! Pelo menos aqui nós podemos ser o Harry! (e às vezes o Ron, a Hermione, a Ginny… quem sabe até o Voldemort!)

Os comentários da Lany serão em laranja (não dá para ser amarelo Lufa-Lufa porque não vai aparecer) e os da Karen em verde (da Sonserina, claro!).

Meu primeiro contato com os jogos de Harry Potter foi há muito tempo atrás, numa terra distante… longe da civilização… Ok, ok. Foi em 2001. O jogo foi lançado um pouco depois do lançamento do primeiro filme e eu, fã-obcecada-doente que era (e ainda sou) resolvi jogar. Eu não tinha nenhum console na época, de maneira que adquiri Harry Potter e a Pedra Filosofal para PC. E meu computador era bem ruim, o que ocasionava vários travamentos… Mas joguei até o final, até derrotar o tio Voldemort.

Com vocês vão perceber, eu não joguei todos os jogos como a Karen. Meu computador não era bom e tirando o Mega Drive (sim eu sou velha) eu só comecei a entrar nesse mundo dos games quando ganhei o Nintendo Wii em 2011.

hp1_gameHarry Potter e a Pedra Filosofal (2001 – PC, Nintendo GameCube, Xbox,PlayStation 2, PlayStation, Game Boy Color, Game Boy Advance)

Esse jogo é tão antigo que virou um clássico. A desenvolvedora escolhida foi a Eletronic Arts, mais conhecida como E.A. Games e ela se manteve até o último jogo da franquia. Dela só conheço além de Harry Potter os jogos de Burnout (que é muito legal, especialmente o Takedown), FIFA (que eu não ligo muito) e The Sims (esse todo mundo conhece, né?).

O primeiro game da saga é aquele negócio: ele é antigo, então tem gráficos horrendos e jogabilidade tosca. Mas ele é tão bonitinho! Jogá-lo traz aquela sensação de nostalgia que só as coisas antigas conseguem trazer. Nesse jogo (e até o terceiro) todos os personagens ainda tinham características próprias, ou seja, eles não tinham a aparência dos atores dos filmes, o que era muito legal. Apesar de seus defeitos, Harry Potter e a Pedra Filosofal foi um jogo muito divertido, que encantou os fãs – mas é claro, tem muitos defeitos de enredo e é melhor nem pensar nos livros quando se está jogando, porque a história é uma mera sombra deles. Afinal, o filme já é baseado no livro, aí o jogo é baseado no filme… já viu no que dá, né?

Prepare-se para coletar muitos feijõezinhos de todos os sabores aqui. E as figurinhas de bruxos famosos também. Tudo nesse jogo é bastante infantil e inocente, desde os gráficos até os desafios, ou seja, não espere nenhum quebra-cabeça desafiante nem nada muito hardcore. É um jogo para divertir e para trazer a série para os games. Jogo de filme, vocês sabem, nunca é O jogo.

É muito engraçado porque eu não me lembrava desse jogo. Sério! Mas conversando com a Karen eu descobri que ei, em algum momento eu joguei a Pedra Filosofal! Algum dos meus amigos deveria ter o jogo e por isso eu não fui até o final. Mas eu me lembro claramente de ficar coletando feijõezinhos.

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Ah, e foi nesse game foi inserido o feitiço completamente tirado da bunda da coruja: Flipendo. Esse feitiço não existe, em lugar algum, mas acabou se tornando uma tradição dos jogos. Ele é basicamente um feitiço de ação que serve para explorar os objetos e atingir seus amigos. Nesse jogo somos o Harry e precisamos aprender feitiços para prosseguir no game, frequentando as aulas e fazendo as tarefas e, claro, as aventuras do primeiro livro/filme. Eu me lembro que tinha até a prova das poções da Hermione no final do jogo, o que foi bem legal, afinal, foi cortado do filme. E também temos a aparição do Pirraça! Parece que os desenvolvedores leram os livros, afinal.

Eu também cheguei a jogar esse jogo no Game Boy, mas não cheguei no final.

hp2_gameHarry Potter e a Câmara Secreta (2002 – Computador, PlayStation, PlayStation 2, Xbox, GameCube, Game Boy Color e Game Boy Advance)

O segundo jogo da franquia é muito, muito parecido com o primeiro. São poucas as diferenças: o Harry é um pouquinho mais falador, pode-se comprar coisas com os feijõezinhos coletados (artigos do Fred e do Jorge) e também podemos jogar quadribol quando quisermos. Os gráficos são parecidos, apenas um pouquinho mais bonitos, mas todos os personagens tem as mesmas feições do jogo anterior. Há mais cenários no castelo (e mais escadas), mas assim como seu predecessor, os desafios continuam fáceis e os feitiços são quase todos os mesmos (e você os aprende lendo livros, dessa vez). Ah, e tem Flipendo, claro. E o desafio do basilisco no final é bem bacana, mas nada impossível.

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hp3_gameHarry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (2004 – PC, PlayStation 2, Nintendo GameCube, Xbox, Game Boy Advance)

Esse é meu jogo preferido de toda a série (exceto os de Lego, mas Lego não é parte da série direta de jogos). O terceiro jogo da franquia foi um tiro certeiro e ousado na medida certa. Não que ele seja difícil ou com gráficos e jogabilidades excelentes, mas o que realmente é interessante aqui é que Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é muito criativo. E tudo isso se deve ao simples fato de que aqui, finalmente, nós não jogamos apenas com Harry, mas também com Ron e Hermione. E o melhor de tudo: cada um deles tem habilidades distintas, sendo necessário trabalhar em grupo para resolver os desafios. E as tarefas, apesar de não serem tão difíceis, são um pouco mais inteligentes e trazem mais algum desafio ao jogador. Ainda não há espaço para um segundo jogador, o Player 1 fica se alternando entre Harry, Ron e Hermione. Mas só isso já fez o jogo ser divertidíssimo.

Os gráficos já são um pouco diferentes; os traços dos personagens mudam, porém ainda são próprios, longe de serem os atores (com certeza é porque naquela época não havia tecnologia suficiente para isso). Porém, eu continuo achando muito bacana que, até aqui, os jogos serem um pouquinho separados do filme. E devido à jogabilidade com vários personagens e os puzzles desafiantes, Prisioneiro de Azkaban é sem sombra de dúvidas meu jogo favorito.

Obs.: esse eu já joguei no Playstation 2. É muito melhor jogar no PS2 do que no computador (pelo menos para mim, porque meu computador ficava travando, era um horror). Além disso, no PS2 eu usava o controle né, que vamos concordar, mil vezes melhor que ficar brigando com o mouse e o teclado (e não, eu não tinha um controle para o PC).

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hp4_gameHarry Potter e o Cálice de Fogo (2005 – PC, Xbox, PlayStation 2, Nintendo GameCube, PlayStation Portable, Nintendo DS, Game Boy Advance)

Para fazer um belo par com o filme, esse jogo é PÉSSIMO. Gente, que jogo chato! Confesso: eu não fechei. Não aguento, o negócio é muito maçante. Ok, nesse jogo a parte boa é que ele pode ter dois jogadores. Eu jogo com meu marido aqui, mas nem isso salva o jogo. Eles mudaram completamente a câmera: agora você vê tudo de cima, de longe, para disfarçar que eles ainda não tinham tecnologia suficiente para capturar exatamente a aparência dos atores, mas que eles queriam achar que conseguiam, queriam. Mas o problema nem é tudo isso: o problema mesmo é que as tarefas são muito, muito chatas e muito repetitivas.

Quando você quer passar de fase precisa coletar uns brasões lá do Torneio Tribruxo. Um monte deles. E aí você precisa explorar fases gigantescas pra achar essas porcarias de brasões. E se você não coletar uma quantidade estipulada (e sempre são muitos!), você não passa de fase. Simples assim. Só tenho a dizer que isso é muito chato.

E se antes os desafios eram muito fáceis, agora tem coisas quase impossíveis no jogo! A segunda tarefa? Um sofrimento completo. Muito, muito difícil, trabalhosa, chata pra caramba. Parei nela, eu acho. Ou um pouco depois dela, quando recomeçaram as fases repetidas.

Ah, o bom do jogo é que você novamente pode jogar com Harry, Ron ou Hermione. Mas eles têm as mesmas habilidades, não se anime. Quer dizer, você pode coletar cartas e aumentar a vida, os feitiços e o poder deles, por exemplo, mas nada que realmente os diferencie, como no ótimo antecessor da série.

Meu primo tinha esse jogo para Playstation. Fui toda feliz jogar com ele e concordo totalmente com a Karen: que jogo chato! Era simplesmente maçante procurar os brasões e eu não consegui passar da fase da primeira tarefa. Sério, aquele dragão me irritou muito! Eu queria lançar um Avada Kedavra nele!

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hp5_game1Harry Potter e a Ordem da Fênix (PC, Xbox 360, Xbox, PlayStation 2,PlayStation 3, Wii, PSP, Game Boy Advance,Nintendo DS)

Aqui finalmente os desenvolvedores conseguiram! Todo mundo com a cara dos atores, que beleza. Mas nem todo mundo quis dublar, então não espere as vozes originais. A maioria delas é dos atores jovens, mas até mesmo alguns deles ficaram de fora, como a Emma Watson – e eu simplesmente acho muito estranho ouvir uma outra voz para a Hermione. Porém, Daniel, Rupert, Bonnie, Evanna e Matt estão lá, para a felicidade da galera.

Esse jogo me divide um pouco… ele algumas vezes é bem legal, com tarefas desafiantes e um bom enredo, porém em outras ele é maçante e repetitivo. Também não o fechei. Parei quando estava recrutando o pessoal da Armada do Dumbledore, o que era muito chato, pois as tarefas eram extremamente longas e quase todas iguais. Mas há duelos aqui, o que é ótimo e bem dinâmico!

Outro ponto positivo desse jogo é que os cenários eram ótimos e havia muito mais lugares para explorar. Lugares que realmente aparecem no livro e no final, como o corujal e a torre do relógio. Muito bacana.

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hp6_game1Harry Potter e o Enigma do Príncipe (Mac OS X, Microsoft Windows, Nintendo DS, PlayStation 2,PlayStation 3, PlayStation Portable,Xbox 360, Wii e celulares)

Esse jogo é ótimo, gente, joguem! Ele é como A Ordem da Fênix em questão de cenários e gráficos, mas muito, muito mais divertido! O ponto mais alto dele é que há vários desafios de poções com o Prof. Slughorn, portanto, prepare-se para preparar muitas delas, com tempo e uma receita de ingredientes específicos. E sério, isso é muito, muito legal.

Além das poções há também duelos e é possível duelar com dois jogadores em um jogo separado do game principal. Ainda dentro da história, há um Clube de Duelos onde você pode ir aumentando seus poderes e destravando personagens para o modo duelo com dois jogadores. Sensacional.

Durante a história, você controla Harry na maior parte do tempo, mas há também duas passagens ótimas em que você controla outros personagens. Há uma em que você é a Ginny e precisa jogar quadribol, e também há a melhor parte do jogo em que você é o Ron, está sob o efeito da poção do amor e precisa ir até a sala do Slughorn tomar o antídoto. Ficam voando coraçõezinhos ao redor do Ron, gente! Hilário!

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hp7_game1Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 (Mac OS X, Microsoft Windows, Nintendo DS, PlayStation 3, PlayStation Portable,Xbox 360, Wii e celulares)

Esse jogo é mais chato do que fazer o dever de História da Magia. Eu não sei qual é o pior: ele ou o quarto jogo. Os dois disputam fortemente o primeiro lugar dos jogos mais terríveis e maçantes de Harry Potter. Vou resumir o jogo pra vocês: tudo o que você faz é estuporar Comensais. Existem vários feitiços para você usar, mas só esse funciona mesmo. E você fica fazendo isso a-droga-do-jogo-inteirinho. É um saco, gente, um saco. E você também só joga com o Harry, o que vira um tédio porque, bem, desenvolvedores, vocês meio que nos acostumaram a jogar com outros personagens de vez em quando. Acho que a única parte que se salva no jogo, mas assim, assim, é quando o jogador enfrenta Voldemort após destruir o medalhão. Sinceramente não me lembro se a gente é o Harry nessa parte… acho que sim, se fosse o Ron eu me lembraria. E desculpa, gente, não vou checar isso, porque nunca, NUNCA MAIS quero jogar essa porcaria novamente. Ruim, ruim, ruim!

Esse eu tenho! E eu concordo totalmente com a Karen: a única coisa que a gente faz durante o jogo é estuporar Comensais. E como eu joguei no Wii teve um agravante: você faz movimentos com o controle para os feitiços. Eu jogava 5 minutos e não aguentava mais (e eu sou daquelas que fica mais de meia hora jogando Just Dance sem cansar). Meus braços doíam porque você não tem um minuto sequer de descanso. Ou seja: não dá para se divertir!

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hp7_2_game1Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (Mac OS X, Microsoft Windows, Nintendo DS, PlayStation 3, PlayStation Portable,Xbox 360, Wii e celulares)

Esse jogo veio para tirar (um pouco) a má impressão que deixou seu antecessor. Em questão de gráficos não muda muita coisa, porém a jogabilidade e o enredo é muito, muito melhor. Em Relíquias da Morte – Parte 2, o jogador é atirado no centro da emoção e na Batalha de Hogwarts, controlando vários personagens além do Harry: Neville, Ron, Hermione, Ginny e até a incrível Minerva McGonagall! SENSACIONAL! Você joga com a McGonagall em um duelo contra o Snape, aliás, dificílimo, mas não difícil de chato, mas sim de desafiante! E quando você tem que montar os explosivos na ponte? E quando você entra na Câmara Secreta com o Ron e a Hermione? Demais, demais. E, claro, o pico de emoção quando o jogador luta contra Voldemort. O jogo é muito divertido e leva o leitor/jogador por várias cenas do filme, como um personagem ativo da trama. Ele é bem mais imersivo do que os demais jogos. Um dos meus preferidos, sem sombra de dúvidas.

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quadribol_gameQuidditch World Cup (PC, Nintendo GameCube, PlayStation 2, Game Boy Advance, Nintendo DS)

Esse jogo é um exemplo de uma ótima ideia que foi mal desenvolvida. O jogo inteiro é sobre quadribol. Ele se divide em duas partes: Hogwarts e World Cup. Quando você joga Hogwarts, pode selecionar o time de uma das quatro casas e jogar com esse time durante todo o campeonato de casas, enfrentando os demais. Além disso, há alguns desafios que ensinam como realizar os comandos básicos do jogo: roubar e passar a goles, atirá-la no gol, capturar o pomo, utilizar os balaços e alguns movimentos especiais. Quando você aprende e realiza os desafios, ganha figurinhas, que podem ser utilizadas para destravar movimentos ou times. A segunda parte do jogo acontece quando você vence o campeonato de casas: o seu time ganha a oportunidade de ver a Copa Mundial de Quadribol e então o jogador pode ser um dos times, como a Inglaterra, Espanha, França, Japão, Austrália, Alemanha e até a Bulgária (Yay! Victor Krum!), porém essa só se você conseguir 50 figurinhas.

Então, se a ideia é tão legal, qual o problema do jogo? É a execução, gente. Primeiro: ele é muito repetitivo. A maior parte do tempo é roubar a goles, passar, fazer gol. As outras habilidades, como os movimentos especiais, ou são muito difíceis de serem realizadas ou simplesmente não adiantam em nada. Há alguns gols especiais que, de tão difíceis, eu só vi mesmo os outros times fazendo na Copa Mundial. O jogo fica nessa até você se cansar e não querer mais jogá-lo por meses. Além disso, primeiro ele é fácil demais e depois fica difícil demais, mas não de um jeito desafiante, mas sim de um jeito irritante, como se o computador quisesse prolongar a partida ou simplesmente encher o saco. Além disso, as animações são repetitivas e algumas não fazem o menor sentido, como por exemplo jogadores da Grifinória e Sonserina cumprimentando-se amigavelmente ou ainda Lino Jordan vibrando com gols da Sonserina. Cenas impossíveis, não?

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LegoHPpt1Lego Harry Potter: Years 1-4 (Mac OS X, Windows, Nintendo DS,Wii, PlayStation 3, PSP, Xbox 360,iOS1)

Eu adoro os jogos do Lego mas é claro que Harry Potter tem um cantinho todo especial! Como a história é muito grande, eles dividiram o jogo em duas partes. No primeiro nós temos o enredo dos anos 1 ao 4 e no segundo jogo dos anos 5 ao 7.

Esse primeiro jogo possui 6 fases para cada ano. A ênfase é mais na coleta de itens e na exploração do que combate. Por isso passar as fases não é muito complicado, principalmente se você já tem experiência com outros jogos da franquia. Mas conseguir chegar nos 100% já é outra história!

Todas as fases podem ser jogadas de duas formas: story ou free play. No modo story, primeiramente é exibida uma animação que mostra uma cena introdutória para aquela fase. Naquela época os bonequinhos do Lego ainda não falavam (O Senhor dos Anéis foi o último Lego que eu joguei e é bem legal porque os bonecos falam e são as vozes dos atores), mas mesmo assim as cenas são muito fofas e engraçadas! (Na verdade eu prefiro que seja assim. Minha experiência com Legos falantes até o momento não tem sido muito boa: Lego Batman era muito mais legal no mudo, só com os “humhum” e tals; o Lego Batman 2 só vale os diálogos entre Batman e Super Homem, de resto o falar só enche o saco. Então, sim, eu dou graças a Merlin por Harry Potter ser todo mudo, muito mais fofo e divertido!) Depois, nós temos a fase em si e nós podemos escolher um dos personagens dentro dos disponíveis. Esses personagens, é claro, seguem a história do livro. Isso é muito interessante porque você não fica só jogando com o Harry!

Além de completar as fases, o jogador ainda tem que coletar vários itens. Dentre eles está presente a medalha dos personagens que é muito importante para o modo free play. Nesse modo você pode jogar com qualquer personagem, desde que você tenha o desbloqueado! Sim, se você gosta do Remus Lupin (cofcofcof), você poderá jogar com ele em todas as fases. (Já eu queria jogar com o Voldemort! MUHAUHAUUA Para a nossa alegria o infeliz é o ÚLTIMO personagem a ser desbloqueado e depois disso o jogo acaba! Mas a cena que você joga para desbloqueá-lo é muito, muito legal. Devo dizer que jogar Lego Harry Potter e não fazer 100% é quase como não jogar: a experiência é ótima e a recompensa vale a pena o esforço!) Mas um dos grandes charmes do jogo é que cada personagem tem características especiais, então é necessário saber qual utilizar. Por exemplo, o Harry fala a língua das cobras e por isso só ele pode abrir a Câmara Secreta (e ele meio que rebola quando fala, é muito fofo!).

A dificuldade do jogo é conseguir achar todos os elementos especiais, como os personagens (mais de 140), os tijolos dourados e os tijolos vermelhos, para conseguir completar o jogo todo. E tcharam, se você conseguir esse feito, você simplesmente vai poder jogar com ele, o Você-Sabe-Quem! (Viu, falei que era difícil destravar o Lorde das Trevas, falei!) Algumas pessoas acham cansativo ter que jogar a mesma fase mais de uma vez, mas eu gostei. Até porque, como nós somos fãs, nós queremos jogar com vários personagens diferentes…

E eu tenho que mencionar a fase das aranhas em A Câmara Secreta. Eu não tinha medo de aranhas mas agora eu fico nervosa quando alguma aparece. Sim, eu não estava conseguindo passar dessa fase UGH e peguei trauma delas!

Vale mencionar que a versão para Wii tem um bug horroroso depois no quarto ano. É quando você abre um alçapão em uma sala de Feitiços e simplesmente é impossível sair dele sem uma combinação específica de fatores. Quando eu joguei essa parte pensei que iria perder o save. E o pior é que você precisa entrar na sala porque há itens importantes nela para completar o jogo (no caso, não o modo story, mas os 100% mesmo). Portanto, se você estiver jogando no Wii, a melhor dica é: quando quiser sair da sala, desabilite o segundo jogador e aí sim tente sair. Eu demorei um tempão para descobrir isso porque sempre jogo no modo de dois jogadores, com o marido.

Aliás, como a Lany sempre joga sozinha, eu posso dizer como é jogar em dupla. E a dinâmica é muito, muito legal, porque você interage mais com a cena de uma maneira ativa do que apenas com um jogador – sem contar que você não demora tanto para fazer as coisas, passar de fase etc. Algumas coisas são mais fáceis com dois jogadores porque um ajuda o outro, principalmente em momentos que a cooperação é necessária. O computador ajuda também, mas ele é mais lento na hora de fazer as coisas do que uma pessoa, óbvio. E jogar junto com o marido, esposa, namorado(a) ou um amigo é sempre mais divertido, né, gente?

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hplegopt2Lego Harry Potter: Years 5-7 (Xbox 360, PlayStation 3, PlayStation Portable , PlayStation Vita, Wii,Nintendo DS, Nintendo 3DS,Microsoft Windows, iOS)

O segundo jogo da franquia conseguiu superar o primeiro! O esquema do jogo é muito semelhante: seis fases para cada livro, sendo que As Relíquias da Morte foi dividido em Parte I e Parte II (como aconteceu nos filmes). Para completar 100% nós também temos que jogar no modo story e free play. Mas algumas mudanças foram feitas. Em primeiro lugar, existem mais cenas nas fases (e se isso é possível, elas são ainda mais engraçadas). No modo free play nós podemos explorar certas áreas que não conseguíamos abrir no modo story. E em Hogwarts nós podemos visitar os quatro salões comunais (fiquei um tempão no da Lufa-Lufa, claro! – eu adoro aquela musiquinha que toca no rádio na sala comunal lufa! Mas obviamente passei um tempão na Sonserina, se bem que na Lufa também, o marido aqui é Lufo).

Os personagens também tem mais habilidades especiais. O Lupin por exemplo vira um lobisomem e pode cavar lugares especiais, o Ron tem o desiluminador, a Hermione pode usar a bolsa em determinadas áreas para tirar objetos… E alguns detalhes também foram adicionados aos personagens! A Luna saltita (e por isso é muito engraçado jogar com ela) e a Tonks, se você ficar um tempo sem mexer com ela, ela muda a cor do cabelo.

Uma fase que eu gostei muito foi a do Felix Felicis. Não vou contar para não estregar a surpresa, mas ficou muito engraçada! Outra cena que ficou linda adaptada foi “O Conto dos Três Irmãos”. Definitivamente esse é meu jogo preferido.

Eu gosto muito do Lego 5-7, mas ainda acho que o 1-4 tem mais charme e inocência. No entanto, certamente várias coisas melhoraram nessa versão e adição de novos personagens e habilidades foi muito legal. Verdade seja dita, é quase como esses dois jogos fossem um só: para a experiência ser completa, só mesmo jogando os dois.

E vocês, já jogaram alguns dos games da franquia?

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 Publicado originalmente no blog Por Essas Páginas.

Melissa é escritora, blogueira e fica hiperativa com açúcar. Tem contos publicados em antologias das editoras Draco, Buriti e Cata-vento além de trabalhos independentes na Amazon. É autora do livro infantil A Última Tourada.

http://mundomel.com.br

 

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