Bienal do Livro São Paulo – Como foi?

Nesse último sábado (23/08) despenquei sozinha direto de Belo Horizonte para a Bienal do Livro de São Paulo. Munida de uma toalha, como toda boa mochileira, essa foi a minha primeira vez no evento. E também minha primeira vez viajando sozinha de avião. Mas deixando a parte das aventuras sensacionais de Melissa de Sá no aeroporto de Confins, vamos à Bienal.

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Estrutura no teto logo na entrada.

Foi bom? Foi. Vi amigos, divulguei meu livro, peguei autógrafo… Pera, mas e a feira? Huuuuuuuuum, podia ser melhor. Vamos falar de encontros legais, calor e dificuldades em compras nesse post.




Vamos começar com a gritaria. Cheguei no sábado às 16:30 e parecia que o Anhembi era um show dos Beatles. Isso porque a escritora Cassandra Claire estava distribuindo autógrafos e a fila estava absurdamente absurda. Colocando minhas ressalvas com Cassie à parte, achei que a infra-estrutura do local não estava adequada ao mar de meninas desesperadas. Sério. No calor absurdo que fez em São Paulo nesse fim de semana, não me admira que algumas delas tenham desmaiado e passado mal depois de terem ficado – pasmem – mais de seis horas na fila. Que isso. É hora de rever esse sistema de senha de autógrafos, gente.

Okay. Consegui entrar e encontrar minha companheira literária, a Karen Alvares, e logo depois me juntei ao pessoal do Por Essas Páginas (Lucy, Felipe, Drica e até consegui ver a Lê Gilos por 10 min!). Essa foi a parte mais legal da Bienal: encontrar um monte de gente que faz super parte da minha vida, mas que passam a maior parte do tempo sendo fotinhas virtuais.

Eu e a Karen Alvares depois de acabarmos com todos os nossos marcadores!

Mas aí residiu também uma grande frustração. Eu queria encontrar mais gente: outros blogueiros, leitores e escritores. Mas não consegui. Por quê? Bem, eu e a Karen tínhamos planejado uma ação no twitter: íamos postar nossa localização e quem quisesse nos encontrar na Bienal ganharia um brinde dos nossos livros. Mas a falta de sinal 3G e a inexistência de um Wi-Fi melou o plano.

Poxa vida, um evento desse tamanho sem sinal 3G??? Que isso! E isso não afetou apenas os planos de duas escritoras lutando por uma divulgação: causou problemas sérios nas máquinas de cartões das editoras! Ou seja, não tinha como comprar livro em alguns estandes. Fui no estande da Gente/Única comprar um exemplar de O Teste e não consegui. Tive que voltar mais tarde porque não tinha máquina de cartão funcionando (no fim das contas, consegui, mas passei raiva).



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No sábado, na hora que cheguei, os corredores estavam mais vazios, então consegui passear tranquilamente pela Bienal. Dei uma olhada em alguns estandes, mas deixei para comprar os livros que queria no domingo, pois não queria carregar peso por São Paulo desnecessariamente.

O bom de sábado foi que distribuí muitos marcadores. Além dos marcadores lindos de Alameda dos Pesadelos, da Karen Alvares, distribuí panfletos do meu e-book infantil, A Última Tourada (que você pode baixar gratuitamente aqui), e marcadores dos meus ebooks publicados em parceria com a Karen (a space opera Um Novo Começo, os contos românticos Duas Doses de Amor e contos de terror em Noites Negras de Natal e outras histórias).

Encontrei inclusive de forma acidental com a autora Jaqueline de Marco, o livro dela é o Super Desapegada, que sai pela Editora Draco. Acreditem que eu passei na mesa em que ela estava na praça de alimentação entregando marcadores e nem vi? Daí ela sai correndo atrás de mim! Só acontece comigo essas coisas…

Eu e a Jaque de Marco.

E falando em mesas na praça de alimentação… os preços eram absurdos! Gente, uma lata de suco era 6 reais! Putz. E só tinha um bebedouro na Bienal inteira! Como assim???????

Voltei pra Bienal no domingo na companhia da Karen Alvares e o marido dela, o Felipe, mais o Rodrigo Sansão (mais uma carinha do Facebook que virou pessoa real) umas 14:00. E a gente tava achando que seria um domingo tranquilo (levamos até lanchinho) e que os corredores estariam mais vazios. Ledo engano.

Gente, o lugar restava insano! Tinha gente demais e os corredores estavam apertados. Algumas editoras começaram a fazer fila pra entrar nos estandes! A fila pra entrar no estande da Intrínseca ou da Panini, por exemplo, estava impraticável.

Panfletei meu livro infantil pra criançada, ganhei vários sorrisos e até fiz uma criancinha parar de chorar (ela olhou pra ilustração e ficou feliz!), mas depois de duas horas o calor ficou insuportável. Sério. A baixa umidade do ar também colaborou e minha garganta começou a doer. E não era só eu: todos que estavam comigo também se sentiram mal. A ventilação do local era péssima!

Mas o domingo ainda rendeu um autógrafo da Roberta Spindler, que é super simpática. O novo livro dela, A Torre Acima do Véu, já está aqui em casa no topo da pilha de leitura. E babem, ela autografou meu livro com uma caneta da Tardis. Morram.

Eu e a Roberta Spindler.

A parte mais chata foi enfrentar a fila do estande da Cia das Letras e sair de lá sem nada. Quase morri do coração ao encontrar o segundo volume da série Reckless, Sombras Vivas, por R$19,90. Mas não consegui levar pra casa porque, de novo, a falta de sinal do celular deixava a operação de cartão lenta e uma fila absurda se formou no caixa. Como tinha hora marcada pro vôo de volta, não pude enfrentar. Nem preciso dizer o quanto eu acho isso uma falta de respeito com quem veio pra Bienal. Cadê o sinal 3G?

Sim, passei um final de semana divertido, encontrei um monte de gente legal, mas esperava mais da infra-estrutura da Bienal do Livro de São Paulo. Espero que na próxima edição eles levem em conta que o público simplesmente não cabe em um pavilhão do Anhembi com conforto e que falta de sinal 3G (seja pra máquinas de cartão, seja pra uso pessoal) em pleno século 21 é inadmissível.

Deem uma olhada nas minhas comprinhas!

O Teste e Estudo Independente com 50% de desconto no estande da Gente + A Torre Acima do Véu autografado + Alameda dos Pesadelos autografado.

Se você chegou ao final desse post, então concorra a uma promoção que vai sortear alguns mimos de Bienal. São 8 marcadores + a revista oficial da Bienal.

sorteio-marcadores

Para participar é fácil:

O único pré-requisito dessa promoção é deixar um comentário nesse post!

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Regras:   – Promoção válida de 27/08/2014 a 10/09/2014; – O prazo de envio do prêmio é de 30 dias; – O ganhador será contatado via e-mail. Caso não haja resposta em 48 horas, o sorteio será refeito; – É necessário ter um endereço de entrega no Brasil; – Não serão aceitos perfis fakes/criados somente para promoções; – A promoção é válida em todo território nacional, exceto para a equipe do Livros de Fantasia.

Melissa é escritora, blogueira e fica hiperativa com açúcar. Tem contos publicados em antologias das editoras Draco, Buriti e Cata-vento além de trabalhos independentes na Amazon. É autora do livro infantil A Última Tourada.

http://mundomel.com.br

 

15 Responses to “Bienal do Livro São Paulo – Como foi?”

  1. @Heitordealmeida

    Infelizmente, não é de hoje que a Bienal de SP sofre desses problemas. Eu já deixei de comprar muita coisa por causa de filas. As do estande da Panini sempre foram longas, e da Intrinseca também. A ultima que fui, em 2012, preferi pagar o preço abusivo de um hotdog do que de um prato de almoço, que daria pra eu almoçar fora quase a semana inteira!

    O aumento de pessoas na Bienal realmente tem causado muitos transtornos. Está mais que na hora de repensarem o esquema ou mesmo encontrarem outro lugar maior para fazer o evento. Acredito que eles insistam no Anhembi por ser ao lado da estação do Tietê, facilitando o acesso de muita gente. A situação dos cartões é novidade. Na ultima teve problemas sim, mas em menor número dos que os que estão sendo relatados esse ano.
    Eu irei domingo dia 31, (provavelmente o pior dia) mas só porque vou encontrar amigos que não vejo a muito tempo, senão, sinceramente, acho que teria desistido de ir.
    Gostei muito do post. Parabéns!

    Responder
    • Melissa de Sá

      Heitor,

      Também espero que eles repensem o local do evento. Eu acho que o problema com os cartões nesse ano aumentou devido às tecnologias de smartphone. Há dois anos atrás nem todo mundo usava 3G assim e agora praticamente todo mundo usa, o que deve ter sobrecarregado a rede. Mas os organizadores deviam ter pensando nisso, né?

      Fico feliz que tenha gostado do post. Depois me conta como foi o dia 31…

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  2. Ai, Mel.
    Não acredito que você estava aqui naquele sábado e não te vi!
    Que pena!! Mas nem tinha ideia de que você vinha!!!
    E ainda veio no pior dia da Bienal. Estou indo quase todos os dias e aquele foi o único que foi um inferno mesmo! Durante a semana o evento é super tranquilo.
    Vc acredita que o problema do 3G não foi só para quem estava no evento?! Parece que o sinal caiu em toda a região porque as antenas não estavam preparadas para tantas conexões.
    Se as pessoas estivessem mais preocupadas em ver os livros e participar dos eventos do que postar uma selfie a cada 5 minutos, isso não acontecia! hehehe
    Beijos
    Camis

    Responder
    • Melissa de Sá

      Camis,
      A minha ideia era avisar todo mundo no twitter e como me vi incomunicável por causa do 3G, melou tudo… Mas sempre haverá uma próxima. 🙂
      bjs

      Responder
  3. Oi, Melissa!

    Eu gostaria muito ter ido, principalmente para conhecer você e a Karen, mas infelizmente, não pude.

    Realmente é triste saber que o evento não teve a organização que merecia, ainda mais levando em conta que a entrada é paga. Isso só reforça a minha crença de que as pessoas compensam as falhas das “instituições” (acho que isso não fez sentido, mas tudo bem).

    Como foi no aeroporto de Confins? A última vez que estive lá, deixei meu carro no estacionamento e quando volte ele estava vermelho, e o acesso estava péssimo por causa das obras.

    A Karen me enviou marcadores, e ficaram lindos (os de Alameda e os de vocês duas).

    Se eu for na próxima, me lembrarei de levar minha lancheira bem cheinha.

    Abraço.

    Responder
    • Melissa de Sá

      Oi Samuel,

      Eu entendo o que você quer dizer. Realmente, o que valeu a pena foram as pessoas mesmo.

      Quanto ao aeroporto, bem, as obras estão praticamente acabadas e ele está mais bonito, mas o acesso está super mal sinalizado. Sério. Quase não conseguimos entrar e passamos por altos retornos complexos porque não tinha placa de entrada bem sinalizado. Difícil.

      Ah, os marcadores ficaram ótimos mesmo! Que bom que gostou!

      abs

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  4. Primeiro: Mel, foi uma delícia te encontrar novamente! A gente precisa passar, sei lá, uma semana juntas, porque o papo nunca termina! Melhor coisa da Bienal é isso mesmo: encontrar/conhecer gente bacana e querida. Porque de resto a Bienal de SP tá com um formato super arcaico. O Anhembi tá pequeno pra tanta gente, e a infraestrutura e a organização estão sofríveis. É triste, porque é um evento muito legal.
    Há, e vocês aqui nem sabem como a Mel é ótima para distribuir marcadores. Eles SUMIRAM! hahahahahaha
    Mel, quero te ver de novo logo. 🙂 Já tô com saudade!

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    • Melissa de Sá

      Realmente, o assunto não acaba nuuuuuuuuuuuuuuuuunca! hahahahahahaha Temos que ter mais três vidas pra por o assunto em dia.

      Eu gostei de ter ido, foi muito legal, mas em termos de infra-estrutura deixou a desejar mesmo. Tá na hora da organização do evento repensar isso aí.

      Meu super poder é distribuir marcadores! há

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  5. Nunca fui numa bienal, sabe. O máximo que já fui são eventos de anime, e eles são muuuuuuuuito menores que esse ><

    Ainda sou louca alucinada para ir, mas morro de medo de aglomerações x_____x

    Provavelmente vou na bienal de Minas esse ano, espero que seja um pouquinho mais vazia xD

    p.s. Toalha é sempre importante, fez bem em levá-la.

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    • Melissa de Sá

      Camila, então a gente deve se encontrar na Bienal de Minas. Sou de BH, então estarei por aqui. 🙂

      Aglomerações são chatas, principalmente no calor. Eu também não me sinto bem.

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  6. Gostei do blog. Relato da viagem com bom critério. E Realmente… a Bienal é boa para encontros mas deixa a desejar na organização e infra-estrutura. Obrigado por cada resenha, por cada comentário, por cada post. O mundo dos Livros de Fantasia é uma verdadeira viagem fantástica.

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  7. Fiquei chocado com a falta de preparo do evento! Quando você me contou, mal pude acreditar… Sempre ouvi falar da “grande bienal do livro em São Paulo” e costumava pensar em uma mega evento… :O

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    • Melissa de Sá

      Pois é… Foi uma decepção num certo sentido justamente porque eu tinha essa ideia na cabeça. O bom foi ver os amigos e divulgar pros leitores.

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