CCXP 2015: Não foi épico

Esse é um post relato/desabafo sobre minha visita à CCXP 2015. A parte em preto sou eu, Melissa de Sá, e a parte em roxo é a Karen Alvares.

Épico?

Nessa última sexta-feira realizei um sonho geek: ir à Comicon Experience, em São Paulo. Andar pelos corredores mais nerds do Brasil e ver artistas incríveis colocou minhas expectativas lá no alto. Além do mais, eu realizaria dois sonhos: ver Gerard Way e David Tennant bem de perto! Mas não foi bem assim. Sabe quando furam seu balãozinho em desenho animado? Pois é.

O sonho já começou a bugar logo depois que comprei o ingresso e soube que teria que escolher entre autógrafo (Gerard Way estaria autografando de graça no estande da editora Devir com 300 senhas) e auditório (vi que para ver Tennant às 18:30 teria que entrar de manhã). Mas até aí tudo bem: minha ideia era chegar mega cedo e garantir meu lugar. Já eu queria passar no estande da Editora Draco e autografar por pelo menos uma horinha meu livro, Inverso. Mas sabe aquela música: “Sonho meu… sonho meeeeu”. Impossível perder nem que fosse 15 minutos fazendo isso: as filas estavam gigantes e logo que os portões abriram, galera saiu correndo loucamente para a fila do auditório Cinemark. Encontrei duas meninas fofas no caminho, elas me convenceram a ir pra fila, fui junto e, mesmo com a correria, ainda entrei na METADE do enorme minhocão que se formou (em uma fila bizarra da qual era impossível sair/desistir). Se eu demorasse mais 15, 30 minutos talvez não conseguisse mais entrar no auditório. Imagina entrar na fila meio-dia (que era meu plano inicial)? Risível.

Já aí fiquei chateada. Minha ideia era ficar um tempo no estande da editora e ver o Tennant. Mas, vamos lá, consegui entrar no auditório! EBA! Ou não?

Por problemas de ônibus (estava vindo do interior de Minas de busão) só consegui chegar em São Paulo 08:00. Isso fez com que chegasse à CCXP às 10h, quando os portões estavam sendo abertos, mas já tinha centenas de pessoas na minha frente obviamente. Corri para o estande da Devir para pegar a senha do autógrafo do Gerard Way, autor da incrível HQ Umbrella Academy e vocalista da falecida banda My Chemical Romance, mas obviamente era tarde. As 300 senhas tinham sido distribuídas em 15 minutos!

Gerard em sua #selfie oficial na #CCPX

Ok. Então fui pra fila do auditório. E aí foi o susto. Milhares de pessoas na fila. Às 10:30 entrei na fila. Não tinha ido ao banheiro, comido ou arrumado o cabelo desde que desci do ônibus na estação Tietê, mas ok. A fila estava andando. Mas ela parou 11:00. Auditório lotado.

Esse sistema do auditório é insano. A ideia é a seguinte: não existe fluxo entre painéis. Então, uma vez o auditório cheio, você só entra se alguém sair. Dessa forma, se você quer ver um painel às 18:30, tem que entrar às 10:00 e mofar lá dentro. Isso é um sistema importado da Comic Con em San Diego, em que as pessoas dormem 24h na fila, mas eu particularmente acho ridículo (é mesmo ridículo; mais que ridículo, é estúpido, idiota e desumano. O homem vai à Lua mas não consegue organizar um sistema de senhas? Me poupe). Tira a oportunidade das pessoas verem os painéis e obrigada todos a um confinamento absurdo dentro do auditório durante um dia inteiro.

Bem, nessa altura eu já estava dentro do auditório (entrei quase às 10:30 e consegui ver desde o primeiro painel). Bem, lá dentro, vamos sobreviver, certo? Primeiro: banheiro. Lógico que o banheiro feminino estava sempre com fila, algumas vezes imensa; mas, hey, como sabemos que mulheres sempre demoram um pouco mais no banheiro (e vão mais vezes), aí vai uma ideia revolucionária, CCXP: que tal mais um banheiro feminino? (Lembrando: o banheiro masculino ficava vazio a maior parte do tempo) É lógica básica: mais demanda, mais serviço, certo? A ComiCon, tão inteligente e nerd como é, não entende isso. Mas, hey, vamos agradecer, afinal em 2014 simplesmente não havia banheiros!

Ok, agora… celular! Bateria morreu, claro, a gente passa o tempo todo se comunicando com outras pessoas que quer encontrar na feira, usando o app da CCXP, acompanhando o Twitter (lembrando que não haveria autógrafos do Tennant, mas hey, a CCXP mudou de ideia na sexta-feira e avisou no Twiiter!!! Legal, né? #sqn), tirando fotos etc., etc… Bateria morta, achei uma tomadinha bacana no banheiro, fui carregar. Ué, não funciona! Pedi licença, tentei carregar no banheiro masculino. Também não carregava! Achei uma tomada num canto no chão. Mas como assim essa também não funciona? Aí fui perguntar a um senhor que fazia faxina e ele me diz que… (surprise, surprise!) a organização DESLIGA a energia das tomadas. SIM! Eles desligam, e só há lugares para carregar fora do auditório. Agora, vem cá, se você está tentando fazer com que as pessoas saiam do auditório, que tal acabar com esse sistema bizarro do auditório? Não seria mais inteligente ao invés de usar de artifícios absurdos como esse?

Foda-se o celular, consegui encontrar duas amigas lá dentro (pura sorte), e elas me ajudariam na comunicação. A essa altura a Mel ainda estava lá fora, deixei uma última mensagem antes do celular morrer e falei onde eu estava. Com sorte, ela me encontraria. Ok, agora fiquei com sede. Levei uma garrafinha para encher nos bebedouros. Claro que haveria bebedouros, água é essencial para a vida como conhecemos e todo esse papo saudável e ecológico, né? Pois bem, no auditório da ComicCon a água estava mais escassa que nas torneiras de São Paulo (ah, claro, estamos em São Paulo! Tdum, dum, tumdss). Vamos falar bem alto: NÃO HAVIA BEBEDOURO NO AUDITÓRIO. Simples assim. Morra de sede ou…

Compre uma água na maravilhosa lanchonete do Cinemark! Uma garrafinha por apenas e tão somente CINCO REAIS. 5 reais. 5 reais, gente! Comprei, né, água é necessária ao ser humano e blá. Mas digo com orgulho: foi a única porra de coisa que comprei naquela feira. O resto do dia vivi de bolacha e bisnaguinha. #soudessas

Insisti na fila do auditório na esperança que ele esvaziasse após os primeiros dois painéis. Meu objetivo era ver Gerard Way às 12:00 e depois ver David Tennant às 18:30. A fila andou mais um pouquinho quando pessoas saíram do auditório após a participação do John-Rhys Davies no primeiro painel. Cheguei mais perto da entrada. Aí começaram as amizades de fila e eu dividi lanche e risadas desesperadas (beijos pra Gal e Michelle!).

12:00 e nada da fila mexer. Gerard Way chegou no tapete vermelho pra dar oi pra galera do lado de fora e eu vi que talvez não conseguisse entrar para vê-lo. Ele foi simpático com a plateia, tirou umas fotos e depois entrou. Então o impossível aconteceu: a fila andou e eu entrei a tempo de ver o painel do Gerard Way!

Gerard Way e Gabriel Bá falando de Umbrella Academy.

Fiquei no fundão com as companheiras de fila, mas deu pra ver tudo pois o auditório tem telões e a gente sente que fica mesmo um pouco próximo dos artistas. O painel Umbrella Academy contou com a participação de Gabriel Bá, o ilustrador do Gerard Way. Foi bem interessante e os dois discutiram os processos de criação da HQ. Então o apresentador chamou os espectadores para fazerem perguntas. E aí foi outro grande erro da Comic Con pra mim.

O sistema de fazer perguntas consiste em sair correndo até a mulher com o microfone perto do palco. Isso mesmo. Pessoas desvairadas correndo como loucas num auditório fechado e com degraus. Eu corri pra fazer uma pergunta pro Gerard, mas fiquei a duas pessoas de fazê-lo. Sem seleção de perguntas, tem gente que faz de tudo: declararam amor ao Gerard (e não fizeram pergunta), pediram pra ele cantar uma música do My Chemical Romance (que ele recusou, obviamente) e gritaram. Enquanto isso eu, que tinha uma pergunta válida para Gerard e Gabriel, inclusive, sobrei. Paia. Mas pelo menos vi Gerard da grade e ele é simpático e legal como sempre.

Sem comentários sobre esse sistema de perguntas além de: É BURRICE. A organização é burra, ponto. Melhor, não há organização. Aliás, falando nisso, foi mais ou menos nessa hora que caiu minha ficha sobre um assunto (quando a gente chega é tudo tão louco para entrar e essas surpresinhas que você nem se toca): não houve nenhum tipo de revista na entrada. Nada. Neca de pitibiriba. Não houve detector de metais, ninguém abriu mochila, olhou sacola, ninguém apalpou cinturinha, ninguém sequer olhou pra gente na entrada. Agora… COMO ASSIM CCXP? A gente podia entrar lá com o que quisesse. E se alguém entrasse com uma faca. Pior, e se alguém entrasse com uma arma??? Ninguém abria mochila, não havia detector de metais! PQP!!!

Um dia trancafiado num auditório é tenso. A comida no local é cara (20 reais um balde de pipoca, 5 reais um Twix!!!). Além da frustração de saber que não vai dar pra ver a feira. Ok, vi painéis legais (destaque para o painel da Fox que teve uma discussão maravilhosa do diretor do filme Peanuts que fez muito marmanjo chorar), vi Frank Miller e Jim Lee falando de seus quadrinhos e conversei com muita gente legal. Mas ainda assim não concordei com aquele sistema de confinamento que é exclusivo. Clautrofobia total.

A parte de Peanuts foi a mais legal do dia! Mesmo com os bonecos barangos.

Existem questões práticas quanto a isso que são muito problemáticas: como pessoas portadoras de necessidades especiais podem ficar numa fila como essa? E idosos? Quando eu estava na fila do auditório, não tinha como desistir da fila! Vi algumas pessoas tentando voltar e elas tinham que fazer todo o labirinto entre as grades no meio da galera sentada no chão! E se alguém passasse mal? Inclusive, não vi nenhum tipo de atendimento médico dentro do auditório ou próximo à fila.

A tarde seguiu culminando na parte mais aguardada do dia: David Tennant no painel da Netflix. Trocaram o logo do lugar pro logo da Netflix e fizeram um hype danado para um painel que deveria durar duas horas. Mas foi uma grande decepção.

Depois de ver uma cena da nova temporada de Demolidor e dos filmes Netflix Sword of Destiny e Cem Olhos, veio o anúncio do início do painel Jessica Jones. E a galera foi à loucura como era de se esperar. David Tennant e Krysten Ritter foram super aplaudidos e pareceram surpresos com a recepção. Sorriram muito e acenaram. Tennant é um amor. Sério. A voz dele é aquela que a gente ama e foi uma emoção vê-lo, não minto. #tennantlindão Faço minhas as palavras da Mel. O Tennant é um querido, a Krysten é uma fofa. Pena que…

Fofos. Os dois.

O entrevistador fez perguntas genéricas e bobas. Inclusive, essa é uma crítica que faço a todos os apresentadores de painéis: perguntas bobas. Poderiam ter preparado coisas mais interessantes. Aqui preciso dizer: o entrevistador do Omelete fez duas perguntas iguais em dois painéis do Netflix, as duas obviamente propaganda escandalosa do serviço de streaming. Gente, nós já sabemos que Netflix é legal, que é demais ver todos os episódios de uma vez. Let’s move on! Quero saber sobre a série, sobre os artistas! Propaganda eu vejo em casa! Que coisa chata perder tempo dos artistas com marketing sem sentido e desnecessário!!! Só do Netflix trazer o Tennant já era uma puta propaganda!!! Depois de umas três perguntas, Krysten Ritter anunciou um vídeo com cenas dos bastidores de Jessica Jones. E o vídeo não funcionou. Na verdade nada estava funcionando. A legenda, que até então tinha funcionado durante todo o evento, parou no painel Jessica Jones. Eu falo inglês e não foi problema, mas fico imaginando a frustração dos fãs que não entenderam nada que seu ídolo disse depois de mais de 10h de espera!

O apresentador então decidiu que ia passar a palavra para o público. A regra era correr até o microfone e fazer a pergunta, mas quando fizemos isso (eu tentei, inclusive), o apresentador surtou (grosseiramente, como virou o modus operandi no painel da Netflix, totalmente despreparado) e mandou todo mundo voltar para seus lugares. Feito isso, pediu que David e Krysten escolhessem alguém. Duas perguntas fora feitas. Mas no meio da segunda tudo foi interrompido e o apresentador mandou os dois embora do palco! Tennant estava com microfone a postos, abrindo a boca para falar e foi CORTADO! A expressão dele foi impagável. Há fotos disso, inclusive. Ele virou pra Krysten, abrindo os braços e disse “Já acabou?”. Pra quê, eu pergunto, trazer dois atores lá da PQP pra eles ficarem 10 minutos???

Olha a cara dos dois quando entenderam que tinham que ir embora.

Isso mesmo! Acabou tudo. David Tennant e Krysten Ritter simplesmente foram expulsos abruptamente e inclusive ficaram sem entender o que aconteceu! Eu fiquei pasma. Foi uma das maiores decepções de evento que já tive na vida. Foi horrível. Foi bizarro. Foi desrespeitoso. Foi o cúmulo.

Terrível com os atores, pior ainda com as pessoas que gastaram tempo, dinheiro, vieram de longe, enfrentaram filas, ficaram sem água, enfim… TUDO ISSO. A gente fica irritada só de lembrar. É revoltante! Se não sabe organizar evento, não faz, porra. Pra fazer desse jeito, pra tratar o público feito bosta, não faz cara. Simplesmente aceita que você não consegue e para de enganar a gente. Sobretudo, cobrando os horrores que a ComicCon cobra. É uma falta de respeito sem tamanho. É cruel, é desumano.

Claro que depois dessa palhaçada sequer aproveitamos devidamente o painel de Sense8. Não deu. Não tinha clima. Quando saímos do auditório (mundo exterior, DEUS!), o evento estava terminado pra gente. Nem olhamos direito o restante do evento (e havia clima pra isso?). Cansadas, com fome, decepcionadas. Visitamos a Editora Draco (que, aliás, estava com um estande incrível e cheio de amor, valia muito mais a pena ter ficado lá que no auditório claustrofóbico e desumano) e, depois disso, fomos embora. Amigas que estavam conosco até tentaram ver algo pra comer lá dentro, mas estava ridículo: preços absurdos, comidas duvidosas. Desistimos e fomos a um Habibs. Ah, e só pra dizer, as filas do transporte gratuito estavam impossíveis: se tivéssemos esperado, capaz de ainda estarmos lá agora. A saída do evento é risível: você se joga no meio dos carros no estacionamento e se arrisca no trânsito (sim, isso mesmo). Fomos a pé para o metrô, com o intuito de nunca mais voltar. E, juro, só volto lá se a editora me conseguir credencial e para ficar autografando meus livros, que seria a única coisa boa mesmo no evento (além de ver amigos).

Esse é o tipo de evento que você tem que ir vários dias: um dia pra se matar numa fila e outro pra efetivamente visitar a feira. A logística não é boa e nem venham me dizer que é porque nos EUA é assim e até pior: a gente copia o que é bom, não o que é ruim.

ComicCon XP, você definitivamente não é épica.

Melissa é escritora, blogueira e fica hiperativa com açúcar. Tem contos publicados em antologias das editoras Draco, Buriti e Cata-vento além de trabalhos independentes na Amazon. É autora do livro infantil A Última Tourada.

http://mundomel.com.br

 

9 Responses to “CCXP 2015: Não foi épico”

  1. Caramba, meninas!
    Que sufoco!!
    Mas vocês querem saber… As coisas só são assim porque as pessoas aturam esse desrespeito.
    Eu até queria ir, mas me recusei a pagar o preço cobrado. Seria muito mais inteligente se eles cobrassem um preço menor pelo ingresso e depois cobrassem separadamente cada um dos painéis! Eu só queria ir lá para passear pelos corredores, encontrar os amigos e quem sabe comprar alguma coisa… Não queria ver nenhum famoso nem nada! Mas só pelo preço do ingresso desisti!! Me recuso a passar por esses sufocos. Já basta a palhaçada que está virando a Bienal do Livro…
    No máximo encaro uma fila de sessão de autógrafo em alguma livraria…
    Bom mesmo foi a Festa do Livro da USP! kkkkk Não tinha que pagar para entrar, não tinha que pagar estacionamento e comprei livros incríveis e bem baratinhos!! Até a Dracco estava lá!!! E a água custava 2,50!! rs…
    Beijos
    Camis

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    • Camila, você tem toda razão: o preço é totalmente fora da realidade! Caríssimo. Putz, se você paga 200 reais pra um evento em UM DIA, tem que ter sim uma organização impecável. Foi uma experiência amarga, viu.

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  2. Muito mimimi. Quem curte cultura pop e nerdices de verdade não fica reclamando. Ver artista é uma pequena parte do evento. Eu fui nos dois anos, não vi nenhum artista (queria muito uma foto com Frank Miller), mas ok, ainda assim foi realmente Épico! Tem muita coisa boa na feira além disso. E outra, filas em Comic Cons acontecem no mundo todo – é muita gente, não há mágica.

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  3. Karen Alvares me define hauahau Fui dois dias, como sempre faço nesse tipo de evento pra curtir e tals, sqn 🙁 Na quinta feira estava tão lotado quanto o domingo do ano passado e domingo estava totalmente insuportável. Filas… Filas… Filas… A maioria tá endeusando o evento! Como pode?! É muita carencia de algo nerd pra aceitar ser tratado que nem bicho. Acho esse sistema totalmente anti prático e desumano, existiria mil metodos mais praticos pra tudo! Mas n.. Deixa os idiotas sofrerem, eles pagam mesmo ¬¬ Eu só volto se mudar o sistema ou brotar dinheiro pra ir de full experience hauahau

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  4. virginia barreto

    Meninas, que pena que a experiencia não foi boa para voces. Eu fui dois dias, na sexta o plano era só ver os paineis e no sábado para passear. Eu acordei 3:52 para chegar lá 6 horas pois sabia que iria estar cheio. Concordo que o sistema de painéis é ruim, ter que acordar super cedo pra ver um painel as 18:30 não é fácil e que as coisas deviam mudar, concordo num sistema de senhas ou compra para os paineis, mas enquanto isso não exista, o que podemos fazer? É uma questão de escolha de quem vai, se eu quero ver e é assim que funciona, infelizmente tenho que aceitar. Eu quis ver todos os paineis praticamente, menos o do gerard way, e sei que muita gente queria ver um artista ou outro, e não me sinto culpada de ter ficado no auditorio o dia todo. Levei lanches, sucos e uma garrafa de 2 litros de agua e sobrevivi muito bem. Acho muito dificil a organização mudar esse esquema, sempre vai ser assim, e quem vai tem que ter a consciencia que vai passar por tudo isso. Pra mim foi épico, pois sabia que ia ser dificil, e foi menos pior do que eu pensava. Eu achava que ia passar o dia sem ir no banheiro, ia morrer de fome, que iam me roubar pois ia sozinha, que não ia ter lugar no auditorio por causa dos whovians e no final deu tudo certo e me diverti muito., mas entendo voces perfeitamente meninas.

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  5. Sua experiência realmente não foi legal, mas reclamar de tudo sem entender os pontos da organização é pura ladainha de quem não conseguiu o que queria.

    Na sexta, fiquei das 10h até 12h esperando um autógrafo do Mark Waid. 12h30 avisaram que ele não iria, e estaria presente somente as 15h. OK. Sai da fila e fui pra tentar no auditório Cinemark. Lá fiquei de 12h30 até as 16h e não passei da metade, sai pela parte de trás, sem dar essa volta imensa e olhei mais programação. Fui tentar ver o painel do Maurício de Souza, 17H30, e pra variar não entrei por 5 pessoas. Depois disso andei, andei e andei pelos stands. Quando deu 20h tentei pegar um autógrafo do Deodato e de novo, faltando algumas pessoas, não consegui.

    Meu dia poderia ter sido péssimo como relatei, porém conversei com pessoas fodas, tive experiências fantásticas nos stands e acima disso, fui preparado. Levei água, comida e sabia que ia enfrentar fila. Comic Con é assim. Não dá para chamar simplesmente de ridícula a organização. O painel da NETFLIX, por exemplo, foi encerrado por eles próprios, visto a histeria da galera do auditório, que tava surtada com os convidados. Não partiu da CCXP isso.

    Com relação aos auditórios, não dá pra simplesmente expulsar 2500 pessoas a cada painel, sendo que tem gente que dorme na fila só pra ver um painel das 20h do outro dia. Por isso a feira é tão grande, pra dar opções pra quem não consegue ou simplesmente não quer ficar no auditório.

    Pra ano que vem, caso queiram ver algo de interesse, basta chegar antes e comprar mais dias. Não dá pra simplesmente acabar com o evento a partir de experiências individuais. Pra mim, foi épico, mesmo com infortúnios. Os problemas existem, como em qualquer outro lugar, mas os pontos positivos são muito mais favoráveis do os negativos e sazonais como o de vocês.

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  6. Sobre os autógrafos do David Tennant também perdi, mas em nenhum momento foi culpa da CCXP, eles estavam no evento pela Netflix e esta decidia se haveria sessão de autógrafos ou não, tanto que o anuncio dos autógrafos saiu no Twitter da própria Netflix. E sobre cancelar o painel na metade, novamente não foi culpa da organização do evento, o Borgo estava apenas de apresentador e a ordem de parar tudo foi de cima, ou seja Netflix, porque algumas pessoas loucas saíram correndo para o palco , culpa do povo…
    E já pensaram no caos de esvaziar depois de todo painel? Simplesmente não daria certo e seriam reduzidos pela metade a quantidade de atrações.
    E infelizmente, se você apenas um dia ou dois realmente não dá para aproveitar tudo, por causa das filas enormes, mas Comic Con é prioridades, ou painel ou feira. Esse ano me programei direitinho e consegui entrar em todos os painéis e pré estreias que queria e ainda curti boa parte da feira.

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    • Sara, as pessoas correram para a frente do palco para fazer as perguntas porque essa era a regra até então. Foi assim no painel do Gerard Way, da Marvel, da Fox, do Frank Miller, do Lee, etc. Eles deveriam ter avisado que a regra mudou no painel do Netflix. A gente não pode culpar as pessoas por mudarem a regra se a regra não foi explicada!

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