Por que gostamos tanto de Star Wars?

Star Wars VII: O Despertar da Força bateu todos os recordes do cinema no último mês. Desde 1977 nosso imaginário é povoado por Jedis, sabres de luz, naves velozes, stormtroopers, etc. Eu ainda me lembro quando meu pai trouxe para mim o VHS de Uma Nova Esperança durante as férias de 1999. Eu amei o filme e continuo empolgada com esse universo quase 20 anos depois. E pelo jeito não sou a única.

Por que gostamos tanto de Star Wars, hein?

 Esse post não contém spoilers de O Despertar da Força.




Há vários motivos para Star Wars ter atraído o público em 1977 quando Luke Skywalker deixou sua fazenda em Tatooine para encontrar seu destino como cavaleiro Jedi. A história de Luke não é nada nova, na verdade. Ela segue o velho padrão do herói de fantasia e há traços semelhantes entre Luke, o rei Arthur, Frodo e Harry Potter.

O público da década de 70 se encantou com a velha querida história de fantasia, agora com ares de ficção científica com lasers ao invés de espadas, capacetes ao invés de capas e uma energia universal com nome interessante ao invés de magia. Era o revival da space opera (já falou sobre o que é esse gênero aqui) nas telas de cinema e o mundo parecia empolgante.

Mas cá estamos em 2016, cinco filmes, inúmeros livros e bonecos colecionáveis depois, com um novo filme do J.J.Abrams na franquia e o sentimento ainda é de empolgação. Por quê? O que Star Wars tem de diferente?

A resposta é nada. E não estou dizendo isso para desmerecer a série. Pelo contrário.

Star Wars é uma saga sobre o bem contra o mal. É uma história sobre fazer as escolhas certas. Sobre acreditar em quem você é e esperar que o universo te leve para o caminho necessário. É uma mensagem reconfortante.

Temos Luke, um garoto comum, que de repente descobre ter um talento incrível. Temos Obi-Wan, um homem cheio de dúvidas, que acredita que o caminho para o que é certo não é fácil, mas que devemos tentar ser o melhor de nós todos os dias. Temos Leia, uma mulher determinada que tem a coragem necessária para enfrentar um Império. Temos Han, um contrabandista cético que tem sua chance de redenção. Temos Anakin, um jovem talentoso que fez a escolha errada. Esses personagens somos todos nós.

Existe o bem e o mal em Star Wars. Os Jedi e os Sith. O lado da luz e o lado sombrio. Os caminhos são bem delineados. E por mais que alguns personagens escorreguem, é fácil para nós reconhecer quando eles estão fazendo coisas erradas. É reconfortante saber o que é certo e o que não é.

Star Wars não é Breaking Bad. Não é Batman Cavaleiro das Trevas. Não há relativismo sobre o bem e o mal. Não é complicado. E essa é a beleza de Star Wars e tantas outras histórias de fantasia clássica. Precisamos dessas histórias para nos fazer amar nosso mundo. Esse mundo tão complicado, esse mundo cheio de coisas horríveis, mas que ao mesmo tempo tem tanta bondade e beleza.

É acolhedor pensar que talvez, só talvez, se acreditarmos o bastante poderemos sair do comum para o extraordinário. Que o caminho do que é certo esteja na nossa frente. Que podemos fazer a diferença se formos corajosos, bons e fiéis o suficiente.

É por isso que amamos tanto Star Wars. Por isso precisamos de Star Wars.

Melissa é escritora, blogueira e fica hiperativa com açúcar. Tem contos publicados em antologias das editoras Draco, Buriti e Cata-vento além de trabalhos independentes na Amazon. É autora do livro infantil A Última Tourada.

http://mundomel.com.br

 

2 Responses to “Por que gostamos tanto de Star Wars?”

  1. Oi, Mel.
    Já tinha lido esse seu post e fiquei impressionada com o que você escreveu, porque reflete muito do que eu penso sobre Star Wars!! Agora que estou conseguindo comentar novamente, tive que passar aqui e deixar o meu registro!!!
    Tudo o que você disse foi perfeito!!
    Beijos
    Camis

    Responder

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